Fazer uma análise das ações que consigo
realizar e as aprendizagens que construí em sala de aula sobre a perspectiva
teórica é um exercício de certa maneira complexo. Tendo como base os textos do
Prof. Nevóa e Profª. Marília percebo que, a aprendizagem não é mera mecanização
dos conteúdos, mas existe algo além na relação professor/aluno que necessita
acontecer antes desse processo.
Paulo Freire escreve que precisamos escutar os
alunos, falar com eles e não apenas falar para eles, porque quem apenas fala
jamais ouve. Essa afirmativa é muito interessante, uma vez que trata de algo
além do saber acadêmico, algo próprio das relações humanas que cada professor
irá construindo em seu dia a dia com o aluno.
Um outro ponto que me parece ter conexão com o
que está sendo discutido são as dificuldades encontradas em nossa prática
docente, a mais gritante é a indisciplina. Essa indisciplina é atenuada a
partir de uma boa relação que o professor possui com a classe. Percebo nesse
movimento, vivenciado na prática, que os alunos se rebelam ao autoritarismo,
mas “baixam a guarda” para professores que possuem habilidades no campo das
relações humanas.
Considerando o espaço escolar compreendemos
que as aprendizagens construídas no ambiente profissional são imprescindíveis
na formação do professor. As reflexões pedagógicas, as trocas de conhecimentos
e a observação do fazer do outro, constrói e reconstrói a professora que sou, já
que o professor vive em um processo de formação e aprendizagem contínuo que
refletem no exercício do seu magistério.
Do ponto dia vista da coletividade tenho
“sorte” em trabalhar em uma escola que facilita esse processo de aprendizagem
entre os professores, e assim promove um conhecimento não formal em nossos
encontros diários é o famoso saber próprio do docente que, não estão nas
teorias que estudamos. Temos problemas como em qualquer escola, mas acredito
que o nosso diferencial são as reflexões que a coordenação pedagógica nos oferece
e o nosso compartilhar de experiências.
Me parece importante aqui explanar um pouco
sobre a teoria que desenvolvo em sala de aula, tradicional ou escola novistas?
Considero que ainda não possuo competência para classificar, mas percebo que
faço uma mescla de várias teorias e pensamentos internalizados por mim e apreendo
que, a cada ano me afasto mais prática tradicional, mas ainda a realizo.
Dentro ainda do momento de minha experiência
como professora de escola pública, me recordo, acerca do conceito das
diferenças de capital cultural entre meus alunos e como ela interfere na
aprendizagem. Creio que muito dos meus alunos não possuem acesso a estes
capitais e nunca me deparei com grandes diferenças entre os grupos que leciono.
Por este motivo, quando temos a oportunidade de inserir os alunos em contato
com estas experiências de aprendizagens, além dos muros da escola, existe uma
mobilização do corpo docente para que aconteça.
Concluindo estas reflexões em torno da
importância da prática docente e a teoria, gostaria de deixar claro que estou
engatinhando neste processo, uma compreensão teoricamente mais abrangente
necessita ser feita, mas atualmente não é possível ser realizada em consonância
com a minha própria limitação teórica para fazê-lo.
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